"Suba o primeiro degrau com fé. Você não tem que ver toda a escada. Você só precisa dar o primeiro passo." (Martin Luther King Jr.)
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domingo, 3 de abril de 2011
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Glácia Daibert
Quando tudo parecer caminhar errado, seja você a tentar o primeiro passo certo;
Se tudo parecer escuro, se nada puder ser visto, acenda você a primeira luz,
traga para a treva, você primeiro, a pequena lâmpada;
traga para a treva, você primeiro, a pequena lâmpada;
Quando todos estiverem chorando, tente você o primeiro sorriso;
talvez não na forma de lábios sorridentes, mas na de um coração que
compreenda, de braços que confortem;
Se a vida inteira for um imenso não, não pare você na busca do primeiro
sim, ao qual tudo de positivo deverá seguir-se;
talvez não na forma de lábios sorridentes, mas na de um coração que
compreenda, de braços que confortem;
Se a vida inteira for um imenso não, não pare você na busca do primeiro
sim, ao qual tudo de positivo deverá seguir-se;
Quando ninguém souber coisa alguma, e você souber um pouquinho,
seja o primeiro a ensinar, começando por aprender você mesmo,
seja o primeiro a ensinar, começando por aprender você mesmo,
corrigindo-se a si mesmo;
Quando alguém estiver angustiado à procura, consulte bem o que se passa,
talvez seja em busca de você mesmo que este seu irmão esteja;
talvez seja em busca de você mesmo que este seu irmão esteja;
Daí, portanto, o seu deve ser o primeiro a aparecer, o primeiro a mostrar-se,
primeiro que pode ser o único e, mais sério ainda, talvez o último;
primeiro que pode ser o único e, mais sério ainda, talvez o último;
Quando a terra estiver seca, que sua mão seja a primeira a regá-la;
quando a flor se sufocar na urze e no espinho,
que sua mão seja a primeira a separar o joio, a arrancar a praga,
a afagar a pétala, a acariciar a flor;
quando a flor se sufocar na urze e no espinho,
que sua mão seja a primeira a separar o joio, a arrancar a praga,
a afagar a pétala, a acariciar a flor;
Se a porta estiver fechada, de você venha a primeira chave;
Se o vento sopra frio, que o calor de sua lareira seja a primeira proteção
e primeiro abrigo.
e primeiro abrigo.
Se o pão for apenas massa e não estiver cozido,
seja você o primeiro forno para transformá-lo em alimento.
seja você o primeiro forno para transformá-lo em alimento.
Não atire a primeira pedra em quem erra.
De acusadores o mundo está cheio; nem, por outro lado, aplauda o erro;
dentro em pouco, a ovação será ensurdecedora;
dentro em pouco, a ovação será ensurdecedora;
Ofereça sua mão primeiro para levantar quem caiu;
sua atenção primeiro para aquele que foi esquecido;
Seja você o primeiro para aquele que não tem ninguém;
Quando tudo for espinho, atire a primeira flor;
seja o primeiro a mostrar que há caminho de volta,
compreendendo que o perdão regenera,
que a compreensão edifica, que o auxílio possibilita,
que a compreensão edifica, que o auxílio possibilita,
que o entendimento reconstrói.
Atire você, quando tudo for pedra,
a primeira e decisiva flor
A GENTE SE ACOSTUMA
Marina Colassanti
Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e não ver vista que não sejam as janelas ao redor. E porque não tem vista logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma e não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, se esquece do sol, se esquece do ar, esquece da amplidão.
A gente se acostuma a acordar sobressaltado porque está na hora. A tomar café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder tempo. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E não aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números, da longa duração. A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e não ver vista que não sejam as janelas ao redor. E porque não tem vista logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma e não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, se esquece do sol, se esquece do ar, esquece da amplidão.
A gente se acostuma a acordar sobressaltado porque está na hora. A tomar café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder tempo. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: “hoje não posso ir”. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisa tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que se deseja e necessita. E a lutar para ganhar com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar nas ruas e ver cartazes. A abrir as revistas e ler artigos. A ligar a televisão e assistir comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição, às salas fechadas de ar condicionado e ao cheiro de cigarros. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam à luz natural. Às bactérias de água potável. À contaminação da água do mar. À morte lenta dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinhos, a não ter galo de madrugada, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta por perto.
A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta lá.
Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua o resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem muito sono atrasado.
Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua o resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem muito sono atrasado.
A gente se acostuma a não falar na aspereza para preservar a pele. Se acostuma para evitar sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.
QUE EVANGELHO É ESSE…?
********************************************
Por Samuel Torralbo
FONTE: Púlpito Cristão
Que evangelho é esse, que torna lideres eclesiásticos em patrões de almas?Que evangelho é esse, que confere poder e menos amor nos corações?
Que evangelho é esse, que promove a música e sacrifica a Palavra?
Que evangelho é esse, que enriquece homens amantes de si mesmos?
Que evangelho é esse, que menospreza a humildade e cultua a avareza?
Que evangelho é esse, que chama sofrimento de maldição e materialismo de prosperidade?
Que evangelho é esse, que que banaliza o pão nosso de cada dia e promove a egolatria?
Que evangelho é esse, que não proclama o reino de Deus?
Que evangelho é esse, que líderes afirmam poder tudo e abençoar quem eles quiserem (de prefência quem ofertar mais)?
Que evangelho é esse, que substitui a alegria do Espirito pelo entretenimento?
Está ficando sério. Que evangelho é esse…? Não seria este, aquele evangelho que Paulo (o apóstolo) chamou de “outro evangelho”? (Gl 1.8)
***
Samuel Torralbo, denunciando a apostasia no Púlpito Cristão
Que evangelho é esse, que substitui a alegria do Espirito pelo entretenimento?
Está ficando sério. Que evangelho é esse…? Não seria este, aquele evangelho que Paulo (o apóstolo) chamou de “outro evangelho”? (Gl 1.8)
***
Samuel Torralbo, denunciando a apostasia no Púlpito Cristão
Fases
Um período da minha vida apenas lia a bíblia com olhos de garimpeiros que buscam algo de valor, não para me alimentar do que encontrei e sim para suprir aqueles que ouviriam meus sermões.
Foi então que me deparei com o texto de Jeremias 12:05. Deus respondeu: “Jeremias, se você se cansa apostando corrida com os homens, como é que vai correr mais do que os cavalos? Se você não se sente seguro numa terra de paz, como é que vai conseguir viver nas matas do rio Jordão?” Apesar de ser um admirador de Jeremias há muitos anos e ver nele o profeta mais humano de todos, mesmo lendo mais de 22 vezes este livro, nunca me esquecerei o dia que encontrei esse texto, foi como se Deus gritasse nos meus ouvidos: DEIXE DE RECLAMAR!!!
Entendi que estava me desgastando demais com coisas pequenas, com desafios que não eram tão grandes assim, de forma que jamais poderia vencer grandes batalhas, porque sempre me deixava envolver em pequenas lutas.
Esse texto me deu novas lentes, pude ver as coisas com maior clareza. Naquele dia, Deus me convidou a participar de uma corrida impossível de ser vencida, me chamou para correr com os cavalos. Pode parecer loucura, mas pense comigo, se venço aqueles que vão a pé seria algo normal e natural, humanamente razoável, contudo, se venço os que vão a cavalo é milagroso ou seja Deus é louvado em minhas vitórias.
Foi consolador enxergar que minha vida era segura se comparado a de tantos cristãos, que na cidade onde morava (Gravataí) era tranquila perto das zonas de conflito, que mesmo com um salário pequeno havia segurança financeira, que mesmo que demorasse, havia atendimento médico. Mas o melhor de tudo foi pensar que mesmo se deixasse aquelas terras e fosse ao Jordão, o Senhor também lá estaria.
Nunca tive coragem de pregar sobre esse texto. Esperei até sentir que era o momento adequado. Fazem alguns dias que compartilhei com a igreja e senti que Deus pode revelar algumas verdades.
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