"Suba o primeiro degrau com fé. Você não tem que ver toda a escada. Você só precisa dar o primeiro passo." (Martin Luther King Jr.)
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sábado, 28 de maio de 2011
Fragmento: 01-Introspecção
Gosto das perguntas fortes e desafiadoras, mas prefiro as educadas e profundas.
Gosto de olhares firmes e sérios, mas prefiro os compreensíveis e descontraídos.
Gosto da conversa longa e duradoura, mas prefiro as que terminam com gostinho de quero mais.
Gosto das grandes promessas, mas prefiro as pequenas provas.
Gosto de sonhar, mas prefiro realizar.
Gosto de falar com algumas pessoas, mas prefiro escutar.
Gosto de pensar sozinho, mas prefiro refletir junto.
Gosto de barulho, mas prefiro a canção do silêncio.
Gosto de escrever, mas prefiro ler.
Gosto de beijar, mas prefiro ser beijado.
Gosto de confiar, mas prefiro ser desconfiado.
Gosto de conhecer pessoas, mas prefiro não me envolver com elas.
Gosto da emoção, mas prefiro a razão.
Gosto de otimismo, mas prefiro a lei da probabilidade.
Gosto do meu passado, mas prefiro meu presente.
Gosto de dias ensolarados e quentes, mas prefiro os nublados e frios.
Gosto de dormir, mas prefiro acordar.
Gosto de ir, mas prefiro chegar.
Marcus A. Grovo
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Resisto...
Resisto aos extremos de pensamento ou opinião que conduzam a esteriótipos e rotulações baratas. Eles são uma das muitas formas de negligenciar a razão, i.e., o exercício do raciocínio leve, despreconceituoso, aberto, dialético, construtivo, informado e transformador. E isso se aplica a tudo: da teologia à política, da hermenêutica bíblica ao discurso ateu, da teoria à experiência, da tradição à criação, do dia-a-dia concreto às estórias repletas de imaginação, do imaginário à representação, da história pejada de fatos aos acontecimentos singelos nem sempre notados, e do que é divino ao que é humano.
Luís Wesley
Atraio-me...
Atraio-me por amigos que se permitem ser gente na sua mais pura leveza, pessoas na sua mais corajosa fragilidade, humanos na sua mais límpida bravura, seres na sua mais evidente errância, camaradas na sua mais incessante colaboração, colegas na sua mais inspiradora disposição para promover o outro. Curto os amigos que não se olham mutuamente pelas lentes da competitividade, do desejo de ser sempre melhor, do ciúme pelo bem estar e da cobiça pela conquista do outro. Me deleito com o espírito compartilhador do companheirismo, com a não retenção daquilo que se sabe e com a sensatez com que se presenteia sabedoria. Alegro-me com a solidariedade desprovida de interesses, com a camaradagem que gera na gente aquela vontade de ser melhor, com o dar sem querer de volta com juros e correções monetárias e relacionais, com o receber cheio de sincera gratidão e de expectativa por celebrar mais oportunidades de ajuda mútua.
Luís Wesley
Amo...
Amo o silêncio, acima de tudo. Sim, gosto de certo barulho, mas não gosto de ser dominado por ele. Afinal, é o silêncio que me permite visitar os oásis desta vida agitada e abarulhentada por sons, palavras, imagens, movimentos, opiniões, conceitos, preconceitos, contradições... Amo a natureza terapêutica da solitude, a espiritualidade e a experiência de estar quieto, mesmo que frequentemente rodeado por gente. Acredito no silêncio como forma de subverter e transformar minhas próprias opiniões e dogmatismos. Não aprecio a tagarelice existencial, não curto o barulho da alma como caminho de fuga. Busco o tipo de quietude que me convida a reencontrar a mim mesmo, a ouvir a voz do Eterno, a ver o muito que vai no coração. Aprecio o silêncio que reina no meio de uma boa e inspiradora conversa, nas pausas pra se pensar, nos intervalos entre o que se diz e o que se ouviu, para que tanto o que foi dito quanto o que foi ouvido encontrem sentido na mente, no coração e no espírito. Por isso, gosto de pessoas que desenvolvem a arte de ficar em silêncio quando e se necessário, especialmente as que, no contexto da amizade, guardam mais tempo para o silêncio e a contemplação, do que para dizerem o que, quando e como querem, não importando o contexto.
Luís Wesley
Manchete
Fonte: Genizah
- Silas Malafaia vende seu avião e compra mantimentos para as vítimas da tragédia na Serra do Rio Janeiro.
- Bancada evangélica ameaça trancar a pauta de votação do congresso até que sejam tomadas medidas definitivas para evitar outras tragédias como esta.
- RR Soares reverte as receitas dos carnês de patrocinadores para os desabrigados das tragédias.
- Apóstolo Estevam e Bispa Sônia desviam a Marcha para Jesus para a Serra Fluminense e a renomeiam "Marcha Por Jesus!", uma multidão a serviço da vontade do Senhor Jesus junto ao seu povo sofrido.
- Bola de Neve TV não passa campeonato de surf ou skate sábado a noite para divulgar locais de doações e voluntariado para atuar na serra fluminense.
- Valdemiro Santiago coloca seus dois helicópteros a disposição das equipes de resgate e sai a campo com seus bispos para levar seus estoques de água 100% Jesus às vitimas.
- Edir Macedo, mesmo não sendo cristão, desiste da construção de seu templo de Salomão e doa o material de construção para o reparo dos que perderam tudo.
- Rene Terra Nova faz um ato profético em favor das vítimas: Vai ao banco e transfere o dinheiro arrecadado para a Festa dos Tabernáculos para a conta da Cruz Vermelha, para que esta compre tendas e alimentos para os desabrigados.
- Bispo Rodovalho troca as emendas que fez para festas no Ministério do Turismo por verbas emergenciais para os desabrigados.
- Ana Paula Valadão recebe uma revelação de que há um tripé sobre a Serra do Rio de solidariedade, amor ao próximo e humildade e decide realizar três shows com renda revertida aos desabrigados.
- Todas as igrejas evangélicas do Rio de Janeiro interrompem seus serviços internos e abrem seus espaços aos desabrigados, enquanto seus membros ajudam no consolo dos que perderam tudo.
- O pastor da igreja protestante tradicional justifica: Neste momento, não há nada que glorifique mais o Senhor do que isto.
- Oremos para que um dia ao menos uma ou duas destas manchetes não soem como piada ou provocação, mas como coisa natural entre o povo de Deus.
"Na Ribeira Deste Rio", de Fernando Pessoa
Na ribeira deste rio
Ou na ribeira daquele
Passam meus dias a fio
Nada me impede, me impele
Me dá calor ou dá frio
Vou vivendo o que o rio faz
Quando o rio não faz nada
Vejo os rastros que ele traz
Numa seqüência arrastada
Do que ficou para trás
Vou vendo e vou meditando
Não bem no rio que passa
Mas só no que estou pensando
Porque o bem dele é que faça
Eu não ver que vai passando
Vou na ribeira do rio
Que está aqui ou ali
E do seu curso me fio
Porque se o vi ou não vi
Ele passa e eu confio
Ele passa e eu confio
©Fernando Pessoa
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